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Quarta-feira, 17 de Maio de 2006
"Tempestades da Vida"...

 

"Para compreendermos o valor da âncora, necessitamos enfrentar uma tempestade."

Eleonor L. Dolan

 

Tempestades da Vida

Há noites muito escuras em que o vento violento e ruidoso traz a tempestade inclemente.

Os trovões e os relâmpagos invadem a madrugada como se fossem durar para sempre.

Não há como ignorar os sentimentos que tomam de assalto nossos frágeis corações.

O medo e a incerteza tiram nosso sono, e passamos minutos infindáveis, imaginando o pior, temerosos de que o céu possa, de um momento para o outro, cair sobre nossas cabeças.

Sem, no entanto, qualquer aviso, o vento vai se acalmando, as gotas de chuva começam a cair com menos violência e o silêncio volta a imperar na noite.

Adormecemos sem nos dar conta do final da intempérie, e quando acordamos, com o sol da manhã a nos beijar a fronte, nem sequer nos recordamos das angústias da noite.

Os galhos caídos na calçada, a água ainda empoçada na rua, nada, nenhum sinal é suficientemente forte para que nos lembremos do temporal que há poucas horas nos assustava tanto.

Assim ainda somos nós, criaturas humanas, presas ao momento presente.

Descrentes, a ponto de quase sucumbir diante de qualquer dificuldade, seja uma tempestade ou revés da vida, por acreditar que ela poderia nos aniquilar ou ferir irremediavelmente.

Homens de pouca fé, eis o que somos.

Há muito tempo fomos conclamados a crer no amor do pai, soberanamente justo e bom, que não permite que nada que não seja necessário e útil nos aconteça.

Mesmo assim continuamos ligados à matéria, acreditando que nossa felicidade depende apenas de tesouros que as traças roem e que o tempo deteriora.

Permanecemos sofrendo por dificuldades passageiras, como a tempestade da noite, que por mais estragos que possa fazer nos telhados e nos jardins, sempre passa e tem sua indiscutível utilidade.

Somos para Deus como crianças que ainda não se deram conta da grandiosidade do mundo e das verdades da vida.

Almas aprendizes que se assustam com trovões e relâmpagos que, nas noites escuras da vida, fazem-nos lembrar de nossa pequenez e da nossa impotência diante do todo.

Se ainda choramos de medo e não temos coragem bastante para enfrentar as realidades que não nos parecem favoráveis ou agradáveis, é porque em nossa intimidade a mensagem do cristo ainda não se fez certeza.

Nossa fé é tão insignificante que ante a menor contrariedade bradamos que Deus nos abandonou, que não há justiça.

Trata-se, porém, de uma miopia espiritual, decorrente do nosso desejo constante de ser agraciados com bênçãos que, por ora, ainda não são merecidas.

Falta-nos coragem para acreditar que Deus não erra, que esta característica não é dele, mas apenas nossa, caminhantes imperfeitos nesta rota evolutiva.

Falta-nos humildade para crer que, quando fazemos a parte que nos cabe na tarefa, tudo acontece na hora correta e de forma adequada.

As dores que nos chegam e nos tocam são oportunidades de aprendizado e de mudança para novo estágio de evolução.

Assim como a chuva, que embora nos pareça inconveniente e assustadora, em algumas ocasiões, também os problemas são indispensáveis para a purificação e renovação dos seres.

Por isso, quando tempestades pesarem fortemente sobre nossas cabeças, saibamos perceber que tudo na vida passa, assim como as chuvas, as dores, os problemas.

Tudo é fugaz e momentâneo.

Mas tudo, também, tem seu motivo e sua utilidade em nosso desenvolvimento.

Recebido por e-mail pela Amiga, Carla Giovana.

Autores: Equipe do site www.momento.com.br - Foto de: António Jorge Nunes.

Carlos Carreira Afonso. 



publicado por Carlos Afonso às 13:39
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3 comentários:
De Maria Papoila a 17 de Maio de 2006 às 16:26
Um texto magnífico para reflexão. Obrigada pela partilha. Beijo


De bitu a 18 de Maio de 2006 às 09:26
Bom dia meu querido.....a vida é assim mesmo. O essencial é que não hajam apenas dias tempestuosos.....tudo nos ajuda a crescer...beijo terno


De José S. a 18 de Maio de 2006 às 17:13
Amigo Carlos, nem imagina quanto me tocou este assunto, pois ainda há bem pouco tempo passou por mim uma dessas "tempestades" de que estou a sair lentamente, se é que alguma vez conseguirei sair definitivamente. É um texto muito bonito e espelha um grande verdade da vida. Há momentos em que tudo parece irremediavelmente perdido e outros em que custa a acreditar que alguma vez tenhamos passado por eles. Só não posso dizer que me identifico totalmente com o artigo porque nunca tive fé, aquela fé que dizem mover montanhas, até porque levanto sempre uma questão: se há, realmente, alguma entidade que vele por nós e nos mostre o caminho depois que tudo está bem, onde é que estava antes e durante a tempestade? Hoje em dia até a medicina tende a ser mais preventiva do que curativa e desse ponto de vista acho que Deus tem de fazer umas revisões à matéria. Um abraço.


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